segunda-feira, 8 de outubro de 2012

IQ LIGHT by Holger Strøm

Holger Strøm foi um designer dinamarquês que no início dos anos 70 criou uma luminária modular que até hoje causa espanto em nós. Serviu de inspiração para muitas outras que vieram depois e partiu de uma feometria simples. Ele usou como base um losango, dois triangulos apontando em direções opostas. Acabou modificando um pouco a forma afim de prender uma peça na outra criar uma estrutura que ao mesmo tempo poderia ser cilíndrica ou esférica.

A equação é simples: 

Usando mais ou menos peças é possível montar bichos, corações, estrelas e o que mais sua imaginação quizer. Para tanto, basta baixar o aquivo do molde, escolher o tamanho da peça e ultiplicar por 9 ou por 200. A escolha é sua.


 


 Dica 1: Observe em qual posição você risca a peça, se fizer o risco com lado do molde e depois virar, terá duas peças diferentes que não se encaixam.




 Você pode usar a Iq Light como luminária, como escultura de mesa ou pendente. Neste caso, vou usar papel-cartão que tem uma gramatura maior que a cartolina embora seja colorido apenas de um lado. Se for para colocar uma lâmpada dentro, os moldes deverão ser feitos em papel fino, plástico ou com garrafa pet. Por ter módulos de encaixe a estrutura não usa cola, tornando a peça mais ecológica.

Antes de ensinar a montar, quero mostrar alguns ambientes decorados com as luminárias:








 O último ambiente é a praça de alimentação do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro e usa luminárias diferentes da IQ Light porém inspiradas nela e foi o ponto de partida para o projeto que eu desenvolvi quando precisei montar a decoração de uma festa de aniverasário que aconteceria no terraço de casa. Um espaço semelhante a esse:

É impossível esconder as ferragens e o teto de zinco. Mas podemos suavizar a visão tão agressiva do concreto com um pouco de design dinamarquês.

Como montar?

Você precisa de 30 peças para esta esfera. Quanto maior o molde maior a esfera. Junte as peças conforme indicado na figura abaixo. Serão três sequencias de 10.



Depois do primeiro grupo de cinco peças, vamos para o segundo que formará a primeira dezena. A única regra daqui por diante é a do touro, ou seja, a cabeça sempre acerta o corpo do adversário. Vejam na foto:



 A primeira estrela continua lá, no meio, mas junto dela existem as peças em forma de redemoinho. Continue dando chifradas no corpo do adverário até o fim, quando verá se desenhar uma nova estrela idêntica a primeira fechando o ciclo. Mas atenção, se ao findar a vigésima peça, sua obra estiver torta, parecendo que tudo foi em vão e nada se concluirá, acredite e siga em frente. Ter medo é normal.


Aqui é um ponto que merece uma observação mais atenta. Sobra bem pouco espaço entre uma peça e outra. Mas está tudo certo, acompanhe as fotos pra ver como encaixa.

Dica 2: Se for preciso fazer muita força, enrrole feito um canudo o módulo antes de encaixar.

 





 O criador, Holger Strøm e a criatura

Agora que ela está pronta, resta uma única dúvida, como pendurar? Furar as peças é impensável, passar uma linha entre os encaiches é tolo, elas não têm onde se apoiar e acabam se soltando. A única solução que eu encontrei foi usar uma barreira. Vou mostrar como.

 Essa bolinha te um furo no meio, onde você pode passar o fio e amarrar.

 A própria abertura dos gomos serve de entrada para esconder a miçanga.

 Depois de encaixar a bolinha, puxe o fio pelo encaixe das peças.

 No meio da estrela fica o fio. E sua esfera fica simétrica, com uma estrela pra cima e outra pra baixo. Prendendo emoutro ponto corre o risco de deixá-la torta.


 Para escapar do branco total, prefira mudar de cor a cada dez peças montadas. Isso cria uma litra elegante bem no meio de sua esfera.


O resultado final foi esse:


A lógica da sustentabilidade é o reaproveitamento. As bolas comuns duram só o período da festa e geram muitos resíduos na produção e no descarte do material emborrachado de que são feitas. Essas podem ser desmontadas e guardadas para a próxima ocasião.

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