sábado, 31 de outubro de 2015

Cafeteira repaginada

Acho ótimo encontrar dicas de decoração pela web porque elas servem apenas para quem deu a dica. Ninguém tem um móvel antigo igual ao da pessoa e nem uma roupa comprada em brechó ao menos parecida com aquela que foi customizada, mas tudo pode ser adaptado. E o trabalho feito em uma peça, aquilo que a torna exclusiva pode ser feito em outro material em outro ambiente e fica criativo da mesma forma.

Depois que minha avó morreu, muitas coisas dela ficaram comigo e aos poucos elas foram seguindo seus destinos. Uma parte vai pra doação, uma parte para o lixo mesmo e a melhor parte vira outra coisa, ganha outro uso. É o caso da cafeteira que estava sem uso há décadas mas foi guardada com muito carinho. Peça de museu mesmo. Olha a cara dela.

Ela funciona com álcool e tem um filtro no bule. Que depois do café pronto, se solta da estrutura e serve à mesa. Como temos opções mais modernas, este item virou peça de decoração mesmo. Depois de limpo com água e detergente para eliminar poeira e sujidades, ele ganhou algumas camadas de tinta spray branca e ficou assim.


Pode ser usado na estante da sala, como aparador de livros, na cozinha. E a cor branca torna a peça muito versátil. Algumas pessoas usam decupagem, pintam flores e bolinhas mas isso só é bom quando uma peça é lisa. Caso ela tenha muitos detalhes, como é o caso da cafeteira, o ideal é uma cor única para destacar o design do produto.

A tinta ideal para para alumínio é a automotiva. Usei um spray Colorgin decor pq era o que eu tinha mas qualquer arranhão tira a tinta. O bom é que se pode refazer a camada que soltar.

Se algum leitor teve uma ideia parecida, poste nos comentários pra todo mundo ficar sabendo. Até mais.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Origami e Kirigami



Todos nós já fizemos origami sem nem saber. A técnica de criar pelas dobras do papel surgiu no Japão enquanto que o Kirigami, é seu primo chinês. A diferença é que no Kirigami, as folhas são cortadas.

Já mostrei em outra postagem a luminária IQ LIGHT e como ela ajudou a criar uma decoração diferente para reuniões aqui de casa. Ampliei a idéia, unindo essas duas técnicas orientais e o resultado foi esse:

Em comparação com as bexigas comuns as bolas de papel chamam muito mais atenção, não estouram, e podem ser melhor espalhadas pelo ambiente. Além de poderem ser desmontadas e reutilizadas no próximo evento.

 
Para fazer a bola de kirigami, usei 12 peças cortadas em papel color set. Se fosse usado o pepel-cartão como na IQ Light, perderia a flexibilidade e o risco de rasgar as peças seria maior. A opção foi pelas cores de algodão doce, amarelo, azul e branco para dar uma idéia de ausência de peso.


Clique na figura acima para ver em tamanho original, salve e imprima para poder reproduzir as peças em casa e criar sua própria bola. Os encaixes estão marcados, se houver dúvidas na montagem, deixe um comentáriono fim do post. O resultado é esse:


O Origami chegou quando pesquisava a IQ Light, mas só percebi mais tarde que poderia ser fácil de reproduzir. Então de todos os kussudamas que vi, escolhio tipo electra pelo efeito vazado que faz contraste com as luminárias inteiramente preenchidas.

Kussudama é o nome dos origamis modulares. O electra usa 30 peças e a montagem é bastante simples.

Para o origami usei papel pardo, papel de jornal de supermercado (só os duros), papel de revista não serve pq é muito flexível mas existem no mercado revistas de vários tipos e algumas são mais grossas. Também fiz com papel de presente de qualidade e com papel A4 reciclado.


Acompanhem o passo-a-passo da montagem

E vejam como o ambiente se modifica

Para quem prefere o vídeo, deixo abaixo as instruções que usei pra fazer minhas primeiras peças:
http://www.youtube.com/watch?v=_1c0mZxC664

Aqui as instruções para a montagem das peças
http://www.youtube.com/watch?v=_1c0mZxC664



Camiseta de estrelas

Usei a mesma ténica da bolsa que imita a Luis Vuiton do outro post só que desta vez ampliei e reduzi o desenho. Sem ajuda de fotoshop, só usando o programa da impressora mesmo. Ele tem uma ferramenta que permite vc usar o espaço completo da folha, metade ou a fração disso.

As estrelas vão da mais simples de três pontas até a de 10 pontas, muito usada para anunciar promoções em supermercados.

Dica: na hora de cortar com o estilete, use uma régua para manter a linha reta. Existem algumas no mercado que já vem com um dos lados coberto com alumínio para evitar danos ao plástico.

Os ombros estão mais escuros pq eu pendurei a camiseta no varal e deixei apenas essa parte mergulhada na tinta Guarani, própria para tingir tecidos de fibra natural.

Faça o download das figuras abaixo e crie seu próprio céu estrelado.










segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Copiando a Luis Vuitton

Para quem conhece moda, a Maison Luis Vuitton é um sonho de consumo. Como quase ninguém pode ter, alguns imitam os ideogramas e outros se inspiram neles para criar suas próprias peças. No meu caso, eu prefiro me inspirar.

Hoje em dia até tem sido muito usado uma estampa de bichos
 inspirada nas gaivotas da Miu Miu.

Sempre que vejo alguma imagem que me chama atenção na internet, na rua, no jornal, tento recriar como um quadro, uma camiseta ou uma peça de decoração. Foi assim que customisei minha bolsa velha.

 A bolsa velha que precisava de uma renovação.

 Usei essa estampa que baixei na internet e imprimi em papel comum.

 Corte com um estilete as figuras q for pintar. Escolha a cor e use um batedor (esse é o nome do pincel) para marcar a parte vazada. Nesta imagem, eu recortei uma figura e mantive a outra.

Dica: mantenha a tinta para tecido original, sem diluir na água. Se o batedor estiver muito carregado, tire o excesso em um papel para não vazar o desenho e deixar sua pintura borrada.

Feita a aplicação de tinta vermelha, passo então a imprimir, recortar e pintar as figuras que aqui não aparecem. Poderis ter usado o preto, mas o resultado seria completamente diferente.


Então aqui está a bolsa depois de pronta. A faixa preta é a parte de couro que não pode ser pintada com tinta de tecido. Existe uma tinta para couro, que pode ser comprada em qualquer loja de material para artezanato.

A bolsa original.





IQ LIGHT by Holger Strøm

Holger Strøm foi um designer dinamarquês que no início dos anos 70 criou uma luminária modular que até hoje causa espanto em nós. Serviu de inspiração para muitas outras que vieram depois e partiu de uma feometria simples. Ele usou como base um losango, dois triangulos apontando em direções opostas. Acabou modificando um pouco a forma afim de prender uma peça na outra criar uma estrutura que ao mesmo tempo poderia ser cilíndrica ou esférica.

A equação é simples: 

Usando mais ou menos peças é possível montar bichos, corações, estrelas e o que mais sua imaginação quizer. Para tanto, basta baixar o aquivo do molde, escolher o tamanho da peça e ultiplicar por 9 ou por 200. A escolha é sua.


 


 Dica 1: Observe em qual posição você risca a peça, se fizer o risco com lado do molde e depois virar, terá duas peças diferentes que não se encaixam.




 Você pode usar a Iq Light como luminária, como escultura de mesa ou pendente. Neste caso, vou usar papel-cartão que tem uma gramatura maior que a cartolina embora seja colorido apenas de um lado. Se for para colocar uma lâmpada dentro, os moldes deverão ser feitos em papel fino, plástico ou com garrafa pet. Por ter módulos de encaixe a estrutura não usa cola, tornando a peça mais ecológica.

Antes de ensinar a montar, quero mostrar alguns ambientes decorados com as luminárias:








 O último ambiente é a praça de alimentação do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro e usa luminárias diferentes da IQ Light porém inspiradas nela e foi o ponto de partida para o projeto que eu desenvolvi quando precisei montar a decoração de uma festa de aniverasário que aconteceria no terraço de casa. Um espaço semelhante a esse:

É impossível esconder as ferragens e o teto de zinco. Mas podemos suavizar a visão tão agressiva do concreto com um pouco de design dinamarquês.

Como montar?

Você precisa de 30 peças para esta esfera. Quanto maior o molde maior a esfera. Junte as peças conforme indicado na figura abaixo. Serão três sequencias de 10.



Depois do primeiro grupo de cinco peças, vamos para o segundo que formará a primeira dezena. A única regra daqui por diante é a do touro, ou seja, a cabeça sempre acerta o corpo do adversário. Vejam na foto:



 A primeira estrela continua lá, no meio, mas junto dela existem as peças em forma de redemoinho. Continue dando chifradas no corpo do adverário até o fim, quando verá se desenhar uma nova estrela idêntica a primeira fechando o ciclo. Mas atenção, se ao findar a vigésima peça, sua obra estiver torta, parecendo que tudo foi em vão e nada se concluirá, acredite e siga em frente. Ter medo é normal.


Aqui é um ponto que merece uma observação mais atenta. Sobra bem pouco espaço entre uma peça e outra. Mas está tudo certo, acompanhe as fotos pra ver como encaixa.

Dica 2: Se for preciso fazer muita força, enrrole feito um canudo o módulo antes de encaixar.

 





 O criador, Holger Strøm e a criatura

Agora que ela está pronta, resta uma única dúvida, como pendurar? Furar as peças é impensável, passar uma linha entre os encaiches é tolo, elas não têm onde se apoiar e acabam se soltando. A única solução que eu encontrei foi usar uma barreira. Vou mostrar como.

 Essa bolinha te um furo no meio, onde você pode passar o fio e amarrar.

 A própria abertura dos gomos serve de entrada para esconder a miçanga.

 Depois de encaixar a bolinha, puxe o fio pelo encaixe das peças.

 No meio da estrela fica o fio. E sua esfera fica simétrica, com uma estrela pra cima e outra pra baixo. Prendendo emoutro ponto corre o risco de deixá-la torta.


 Para escapar do branco total, prefira mudar de cor a cada dez peças montadas. Isso cria uma litra elegante bem no meio de sua esfera.


O resultado final foi esse:


A lógica da sustentabilidade é o reaproveitamento. As bolas comuns duram só o período da festa e geram muitos resíduos na produção e no descarte do material emborrachado de que são feitas. Essas podem ser desmontadas e guardadas para a próxima ocasião.